Há luz no Cais

Há luz no Cais

Todos os rios têm duas margens.

O Tejo não é exceção, mas no que diz respeito ao seu troço final, onde está prestes a desaguar no oceano, a sua margem esquerda parece estar votada ao esquecimento, quando comparada com a zona do rio que se encontra com Lisboa. E isso não é necessariamente mau, dependendo do lado do rio em que estamos.

Cacilhas é ainda hoje um ponto importante no transporte fluvial. De forma ritmada, os barcos chegam com centenas de passageiros vindos de Lisboa e partem com outros tantos que têm a capital como destino. A nós, chamou-nos a atenção uma pequena rua que parte desde o cais de embarque, desaparecendo imediatamente numa esquina, como se tivesse dado um mergulho no rio. Essa rua, com apenas a largura suficiente para que o 2008 pudesse circular, leva ao Cais do Ginjal.

Os armazéns que estão num estado de semi-ruína, foram nos tempos áureos do Ginjal, parte da coluna vertebral da indústria conserveira. Não é de estranhar que ali bem perto, na Rua Cândido dos Reis, tenha aberto recentemente a Conserveira de Cacilhas, para relembrar esta ligação cultural a um antigo fator de desenvolvimento económico nacional. Hoje são uma tela gigante para a arte urbana, muita da qual merece um olhar demorado, tal como nos melhores museus.

Cacilhascombo

 

Ao longo das centenas de metros que constituem o Cais do Ginjal, vemos vários mundos, vários protagonistas de histórias diferentes. Os pescadores desportistas e os que procuram apanhar a próxima refeição. Casais de namorados a passear de mãos dadas, adolescentes a fazer gazeta, algumas pessoas que tentam relembrar o Cais nos dias cheios de vida. E se é verdade que essa vida já cá não está, também não é menos verdade que este Cais continua a merecer uma visita.

Uma tela gigante para a arte urbana, muita da qual merece um olhar demorado, tal como nos melhores museus

No final do Cais do Ginjal existe uma das melhores esplanadas à beira do rio. Ponto final. Não vale a pena discutir que Lisboa tem muitas esplanadas, não vale a pena estar a apontar os armazéns abandonados, ou a rua estreita que pode obrigar a fazer marcha-atrás durante metros a fio (é para isso que existe a câmara de visão traseira). Vale a pena, isso sim, ver o rio da outra margem, ver Lisboa com uma exterioridade que é difícil de alcançar nos dias que correm, estar num sítio onde apenas se ouve o rumor suave de ondas a beijar uma praia vazia, com uma bebida fresca por companhia.

 

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