Areia e Velas

Areia e Velas

A areia que nós conhecemos, os minúsculos grãos que escorrem entre os nossos dedos e se perdem ao vento, foram em tempos rochas enormes.

 

Essa é a prova da força dos elementos e do tempo. Como disse, com tanta razão como mestria, o poeta W.H Auden:

‘O let not Time deceive you,
You cannot conquer Time.

Não deixa de ser irónico que uma estrutura que foi erigida para defender a costa portuguesa esteja a ser derrotada aos poucos… por essa mesma costa. O Forte das Velas, a dois passos da praia do Guincho e que ainda hoje parece estar a guardar a praia do Abano, viu a primeira das suas pedras a ser erguida no ano de 1642, altura em que se tornou mais uma das estruturas fundamentais da proteção da nossa zona costeira contra eventuais invasões. As sete peças de artilharia com que dissuadia os inimigos humanos não foram, contudo, suficientes para o proteger das forças naturais, como a do maremoto que se seguiu ao terramoto de 1755.

Mas ainda que esteja longe da sua glória inicial, este forte continua de pé, passados quase 400 anos, como um testemunho da capacidade de engenharia face aos desafios que os elementos nos apresentam. Hão de passar-se muitos mais anos até que das Velas só sobre areia. E é essa resistência da engenharia e do engenho que permitem que estejamos estacionados ao lado do Forte, protegidos do vento que fustiga as janelas do 2008, olhando para as ondas de um mar que tem tanto de belo como ameaçador.

 

Guinchocombo

 

Viramos costas ao mar e assumimos nós o papel de conquistadores, deixando o Forte para trás. Os trilhos que seguem pelas encostas circundantes testam as capacidades do automóvel, um misto de pedras cortantes que o tempo partiu, entre vegetação rasteira, endurecida pelas tempestades de inverno e o sol impiedoso do verão. Entre os espinhos, algumas flores emprestam um apontamento de cor, para relembrar que até as encostas áridas têm uma beleza que deve ser defendida e protegida.

As dunas do Guincho são área protegida mas que merece ser explorada. Por muito que o Peugeot 2008 pudesse facilmente sulcar a areia, o respeito pela biodiversidade deste ecossistema frágil leva-nos a optar pelos passadiços em madeira e pela visita do Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina. Afinal, mais do que conquistar – e especialmente no que diz respeito às forças naturais – o importante é compreender.

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Coordenadas

Latitude 38.73970771 | Longitude -9.47318673 | Elevação 11 m